terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cursos Gratuitos SEBRAE

Por Júlio César Pereira

O SEBRAE através de seu site Educação SEBRAE, que está de aparência renovada,  oferece cursos gratuitos para aqueles profissionais que pretendem se tornar empreendedores. Os cursos são realizados em uma plataforma virtual, é possível interagir com o tutor através de emails e com outros alunos através de fóruns no site. Todos os cursos contam com certificação. Só é possível a realização de um curso por vez.

O curso mais indicado para os que pretendem se iniciar nos caminhos do empreendedorismo é Aprender a Empreender que foca no desenvolvimento de um perfil empreendedor através de conceitos de mercado, finanças e empreendedorismo. Fiz esse curso e achei muito bom. Por ser um curso EAD, você faz o seu tempo e estuda de acordo com sua disponibilidade, é preciso focar e fazer o curso até o fim para que obtenha um bom aproveitamento dos conteúdos estudados.
Os cursos estão divididos de acordo com a necessidade do empreendedor: Quero empreender, Sou um microempreendedor individual, Tenho uma Microempresa, Tenho uma empresa de pequeno porte.É só escolher o que melhor encaixa em seu perfil e começar a estudar.
Lembrando é claro que as vagas por curso são limitadas. 


Leia também: Dicas de Cursos Gratuitos .

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Materiais Semicondutores

Notas de aula Eletrônica Analógica

A estrutura do átomo
Um átomo é formado por elétrons que giram ao redor de um núcleo composto por prótons e nêutrons. Sendo que o número de prótons, elétrons e nêutrons é diferente para cada tipo de elemento químico.

Os elétrons giram em órbitas ou níveis bem definidos conhecidos como K,L,M,N,O,P e Q representado no modelo atômico de Bohr.



Quanto maior a energia do elétron, maior é o raio de sua órbita. Um elétron em P tem menos energia que um elétron na órbita Q. A energia pode ser esquematizada como mostra a figura abaixo.



A última órbita de um átomo define sua valência, ou seja, a quantidade de elétrons desta órbita que pode se libertar do átomo através do bombardeio de energia externa(calor, luz, ou outro tipo de radiação) ou se ligar a outro átomo através de ligações covalentes (compartilhamento de elétrons da última órbita de ambos os átomos). Por isso o nome de órbita de valência ou banda de valência.
Os elétrons da banda de valência são os que têm maior facilidade de abandonar o átomo, pois possuem uma energia maior e também por estarem a uma distância maior do núcleo do átomo onde a força de atração eletrostática é menor. Por isso uma pequena quantidade de energia pode ser suficiente para que esses elétrons se tornem livres formando assim a banda de condução tornando-se capazes de se movimentar pelo material. São esses elétrons que sob o efeito de um campo elétrico formam a corrente elétrica.



O fato das órbitas estarem a distâncias bem definidas faz com que surja entre elas uma banda proibida, onde não é possível existir elétrons. O tamanho dessa banda na última camada define o comportamento elétrico do material.



No primeiro caso os elétrons tem que dar um salto de energia muito grande para atingir a banda de condução. Poucos elétrons chegam à banda de condução e produzem uma corrente muito pequena. Esses materiais são os isolantes.
No segundo caso pouca energia é necessária para os elétrons atingirem a banda de condução. Isso ocorre em materiais metálicos que a temperatura ambiente é suficiente para o surgimento de uma grande quantidade de elétrons livres. Esses materiais são os condutores.
O terceiro caso é um intermediário entre os dois outros. O elétron precisa dar um pequeno salto para chegar a banda de condução. Esses materiais são chamados semicondutores.
Material Semicondutor
Existem vários tipos de semicondutores. Os dois mais conhecidos são o silício(Si) e o germânio(Ge). Ambos possuem quatro elétrons na última camada e por isso podem realizar quatro ligações covalentes com outros átomos. Existem também outros semicondutores como o Arseneto de Gálio(GaAs) e o Fosfeto de Índio(InP) que são formados por matérias trivalentes(três elétrons na última camada) e pentavalentes (cinco elétrons na última camada). Estes semicondutores são chamados intrínsecos pois se encontram em estado natural.
O silício é o material mais utilizado devido à abundância com que é encontrado na natureza (pode ser obtido a partir do quartzo encontrado na areia), e, portanto é mais barato. 

Condução nos Semicondutores
A figura abaixo mostra que um elétron ficou livre após receber energia suficiente.



Após um tempo observou-se que o íon positivo “andou” conforme mostra a figura abaixo.

O que ocorreu? Como assim “andou”, se os átomos estão presos a estrutura do material? Na verdade o que ocorreu foi que um elétron abandonou seu lugar em outro átomo e ocupou o lugar do elétron anterior formando um novo íon positivo.  
O movimento do íon positivo pode ser chamado de movimento de cargas positivas, chamadas de lacunas.  O movimento de cargas negativas, os elétrons, significa a mesma coisa  que o movimento das lacunas só que no sentido contrário.
Este fenômeno sempre ocorre quando há condução elétrica. Em um condutor, por possuir muitos elétrons livres o movimento das lacunas é desprezível. Porém o movimento das lacunas não pode ser desconsiderado nos materiais semicondutores.
Semicondutores Tipo P e Tipo N
Se forem adicionados ao cristal de silício, átomos de um material que possua cinco elétrons na última camada como por exemplo: Arsênio (As), Antimônio (Sb) e Fórforo (P). Estas impurezas irão assumir a mesma estrutura do silício e realizar quatro ligações covalentes com seus átomos vizinhos sobrando então um elétron livre. Por isso essas impurezas pentavalentes são chamadas de impurezas tipo N. Desta forma o número de elétrons livres será maior do que o número de lacunas. Como elétrons livres são cargas elétricas negativas, este semicondutor é chamado de tipo N.
Se forem acrescentados ao cristal de silício, átomos de um material que possua três elétrons na última camada como por exemplo: Alumínio(Al), Boro(B) e Gálio(Ga). Este átomo também irá assumir a mesma estrutura do cristal e realizará as ligações covalentes sobrando dessa vez uma ligação a fazer. Ao contrário do tipo N, teremos aqui um número maior de lacunas. Como o número de lacunas é maior do que o de elétrons esse semicondutor é chamado tipo P.
Este processo é chamado de dopagem, e as impurezas também são chamadas de dopantes. No caso do Arseneto de Gálio não existe uma dopagem propriamente dita. Os semicondutores tipo P são obtidos com o aumento da dose de arsênio (As) e tipo N com o aumento da dose de Gálio(Ga).

Referências Bibliográficas

·         MARQUES, Angelo Eduardo B.; CRUZ, Eduardo Cesar A.; CHOUERI JR., Salomão. Dispositivos Semicondutores: Diodos e Transistores. 12.ed. São Paulo: Érica, 2010.

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