terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Feliz 2015

Olá pessoal,


Fiquei devendo muita atenção ao Blog nesse ano de 2014. Praticamente nenhum post novo esse ano, principalmente no segundo semestre que foi meio puxado para mim tendo que conciliar carreira, retorno aos estudos e algumas outras coisas que não vale mencionar aqui. 

Espero que agora em 2015 com um pouco mais de organização da minha parte, novos postagens interessantes, novidades envolvendo tecnologia, gestão, oportunidades de negócio e principalmente dicas para um aprimoramento constante que hoje é tão importante em todas as profissões. 

Já dei uma mudada na cara do blog e espero fazer outras. Gostaram? Favor comentem pra eu ter uma ideia. Que 2015 possamos debater bastante aqui nesse espaço. 

Espero que todos tenham um ano novo repleto de felicidade e realizações. 
Grato pela presença de vocês. 

Júlio César Pereira
Tendendo ao Infinito

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ser Professor é...

Por Júlio César Pereira


Para ser franco com todos vocês eu nunca sonhei em ser professor, se me perguntassem lá quando criança ou mesmo mais tarde, ser professor não estaria na minha lista de opções. E esse um dos grandes problemas que nossa sociedade vem enfrentando pois cada vez menos jovens querem ser professores devido a remunerações baixas, condições de trabalho e segurança.
Por duas vezes, em momentos da minha vida a oportunidade surgiu e pela segunda vez estou exercendo a profissão. Estou gostando muito da experiência, tenho aprendido muito, e me preparado
muito para poder apresentar um conteúdo de qualidade, e tenho recebido até o momento de grande parte dos alunos um retorno positivo. A todos que escolheram essa profissão para sua vida e àqueles que a adotaram em outros momentos, a todos nós que compartilhamos conhecimentos dentro de uma sala de aula, meus parabéns.

SER PROFESSOR É...

Ser professor é professar a fé e a certeza
de que tudo terá valido a pena se o aluno sentir-se feliz
que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou...

Ser professor é consumir horas e horas pensando
em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo
todos os dias, a cada dia é única e original...

Ser professor é encontrar pelo corredor com cada aluno,
olhar para ele sorrindo, e se possível, chamando-o
pelo nome para que ele se sinta especial...

Ser professor é entrar cansado numa sala de aula e,
diante da reação da turma, transformar o cansaço
numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...

Ser professor é envolver-se com seus alunos
nos mínimos detalhes, vislumbrando quem está
mais alegre ou mais triste, quem cortou os cabelos,
quem passou a usar óculos, quem está preocupado
ou tranquilo demais, dando-lhe a atenção necessária...

Ser professor é importar-se com o outro numa
dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que
necessita de atenção, amor e cuidado.

Ser professor é equilibrar-se entre três turnos de
trabalho e tentar manter o humor e a competência para
que o último turno não fique prejudicado...

Ser professor é ser um "administrador da curiosidade
"de seus alunos, é ser parceiro, é ser um igual na hora
de ser igual, e ser um líder na hora de ser líder,
é saber achar graça das menores coisas e entender
que ensinar e aprender são movimentos de
uma mesma canção: a canção da vida...

Ser professor é acompanhar as lutas do seu tempo
pelo salário mais digno, por melhores condições de trabalho,
por melhores ambientes físicos, sem misturar e confundir jamais
essas lutas com o respeito e com o fazer junto ao aluno.
Perder a excelência e o orgulho, jamais!

Ser professor é saber estar disponível aos colegas
e ter um espírito de cooperação e de equipe na troca
enriquecedora de saberes e sentimentos,
sem perder a própria identidade.

Ser professor é ser um escolhido que vai fazer"levedar a massa"
para que esta cresça e se avolume em direção
a um mundo mais fraterno e mais justo.

Ser professor é ser companheiro do aluno, "comer
do mesmo pão", onde o que vale é saciar a fome
de ambos, numa dimensão de partilha..

Ser professor é ter a capacidade de "sair de cena, sem sair do espetáculo".
Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que
o aluno caminhe com seus próprios pés...

(autor desconhecido)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Eletrônica: Diodo Semicondutor


Junção PN


A união física entre o semicondutor tipo P e o semicondutor tipo N constitui o diodo de junção PN.



Efetuando-se a união, os elétrons do material tipo N tendem a migrar para o material tipo P visando tanto o equilíbrio eletrônico (equilíbrio das densidades de elétrons nos materiais), como a estabilidade química (oito elétrons na última camada). Este processo é chamado de recombinação.
Como este processo ocorre inicialmente próximo à junção, um fenômeno interessante acontece. Surge uma camada de depleção.



Depleção significa diminuição ou ausência, nesse caso ausência de portadores majoritários (elétrons e lacunas) na região próxima a junção.

Como isso ocorre?

Cada vez que um elétron atravessa a junção e se recombina com uma lacuna formam-se pares de íons. À medida que os íons vão aumentando, a região próxima a junção fica sem elétrons livres e lacunas. Além de certo ponto, a camada de depleção age como uma barreira impedindo a continuação da difusão dos elétrons livres. A intensidade da camada de depleção aumenta com cada elétron que atravessa a junção até que se atinja um equilíbrio. A diferença de potencial através da camada de depleção é chamada de barreira de potencial. A 25°, esta barreira é de 0,7 V para o silício e 0,3 V para o germânio.
O símbolo mais utilizado para o diodo é  mostrado a seguir:



Polarização Direta

Supondo uma bateria, o diodo estará polarizado diretamente se o polo positivo da bateria for ligado ao semicondutor tipo P e o polo negativo ligado ao semicondutor tipo N.
No material tipo n os elétrons são repelidos pelo terminal da bateria e empurrados para a junção. No material tipo p as lacunas também são repelidas pelo terminal e tendem a penetrar na junção, e isto diminui a camada de depleção. Para haver fluxo livre de elétrons a tensão da bateria tem que sobrepujar o efeito da camada de depleção.




Polarização Reversa

Invertendo-se as conexões entre a bateria e o diodo, isto é, ligando o polo positivo no material tipo n e o polo negativo no material tipo p, a junção fica polarizada inversamente.
Os elétrons do material tipo n são atraídos para o terminal positivo, afastando-se da junção. As lacunas são atraídas pelo terminal negativo. Podemos então dizer que a bateria aumenta a camada de depleção, tornando praticamente impossível o deslocamento de elétrons de uma camada para outra. 


No link a seguir tem uma simulação interessante sobre a polarização do diodo. 

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Escola Virtual - Fundação Bradesco - Cursos Gratuitos

Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo é necessário que todos os profissionais estejam em um ciclo constante de aprimoramento de suas capacidades profissionais e pessoais  para que se mantenha no mercado de trabalho. Com uma boa conexão de internet é possível se aprimorar através de cursos online oferecidos por algumas instituições como é o caso da Fundação Bradesco. A Escola Virtual da fundação possui diversos cursos online e semi-presenciais em áreas de atuação como informática, programação, redes, banco de dados e administração financeira. Ao se matricular em um curso o aluno tem 30 dias para finalizá-lo. Os cursos semi-presenciais possuem lista de espera e são realizados em algumas cidades pólos indicadas no próprio site. Tudo que você precisa é ter um computador e acesso a internet. Aproveitem. 


Veja também como aprimorar seu conhecimento assistindo aulas e lendo materiais do  Massachusetts Institute of Technology - M.I.T.  , umas das maiores instituições de ensino no mundo na área de tecnologia. 







domingo, 16 de março de 2014

Lei de Coulomb

Em 1785 Charles Augustin Coulomb (1736-1806) através de medidas cuidadosas mostrou que tanto para atração como para reflexão:

  • O módulo da força F entre duas cargas pontuais é proporcional ao produto dessas cargas. 
  • O módulo da força de atração ou repulsão entre duas cargas pontuais é inversamente proporcional ao quadrado da distância  entre elas. 
A força F é denominada força elétrica ou força eletrostática e é dada por:

onde, K é uma constante de proporcionalidade. A dependência da força elétrica com o meio é levada em conta na constante K. Para o vácuo o valor da constante K é 8,998x10E9 N.m²/C². A constante K também pode ser encontrada através da relação K=1/4.π.ε0 , onde ε0   = 8,854E-12 C²/N.m².

Na figura abaixo vemos em (a) e (b) que cargas iguais se repelem e em (c) que cargas elétricas diferentes se atraem. Na figura também possível ver a representação dos vetores Força Elétrica e seus sentidos, bem como o vetor unitário r.




terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cursos Gratuitos SEBRAE

Por Júlio César Pereira

O SEBRAE através de seu site Educação SEBRAE, que está de aparência renovada,  oferece cursos gratuitos para aqueles profissionais que pretendem se tornar empreendedores. Os cursos são realizados em uma plataforma virtual, é possível interagir com o tutor através de emails e com outros alunos através de fóruns no site. Todos os cursos contam com certificação. Só é possível a realização de um curso por vez.

O curso mais indicado para os que pretendem se iniciar nos caminhos do empreendedorismo é Aprender a Empreender que foca no desenvolvimento de um perfil empreendedor através de conceitos de mercado, finanças e empreendedorismo. Fiz esse curso e achei muito bom. Por ser um curso EAD, você faz o seu tempo e estuda de acordo com sua disponibilidade, é preciso focar e fazer o curso até o fim para que obtenha um bom aproveitamento dos conteúdos estudados.
Os cursos estão divididos de acordo com a necessidade do empreendedor: Quero empreender, Sou um microempreendedor individual, Tenho uma Microempresa, Tenho uma empresa de pequeno porte.É só escolher o que melhor encaixa em seu perfil e começar a estudar.
Lembrando é claro que as vagas por curso são limitadas. 


Leia também: Dicas de Cursos Gratuitos .

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Materiais Semicondutores

Notas de aula Eletrônica Analógica

A estrutura do átomo
Um átomo é formado por elétrons que giram ao redor de um núcleo composto por prótons e nêutrons. Sendo que o número de prótons, elétrons e nêutrons é diferente para cada tipo de elemento químico.

Os elétrons giram em órbitas ou níveis bem definidos conhecidos como K,L,M,N,O,P e Q representado no modelo atômico de Bohr.



Quanto maior a energia do elétron, maior é o raio de sua órbita. Um elétron em P tem menos energia que um elétron na órbita Q. A energia pode ser esquematizada como mostra a figura abaixo.



A última órbita de um átomo define sua valência, ou seja, a quantidade de elétrons desta órbita que pode se libertar do átomo através do bombardeio de energia externa(calor, luz, ou outro tipo de radiação) ou se ligar a outro átomo através de ligações covalentes (compartilhamento de elétrons da última órbita de ambos os átomos). Por isso o nome de órbita de valência ou banda de valência.
Os elétrons da banda de valência são os que têm maior facilidade de abandonar o átomo, pois possuem uma energia maior e também por estarem a uma distância maior do núcleo do átomo onde a força de atração eletrostática é menor. Por isso uma pequena quantidade de energia pode ser suficiente para que esses elétrons se tornem livres formando assim a banda de condução tornando-se capazes de se movimentar pelo material. São esses elétrons que sob o efeito de um campo elétrico formam a corrente elétrica.



O fato das órbitas estarem a distâncias bem definidas faz com que surja entre elas uma banda proibida, onde não é possível existir elétrons. O tamanho dessa banda na última camada define o comportamento elétrico do material.



No primeiro caso os elétrons tem que dar um salto de energia muito grande para atingir a banda de condução. Poucos elétrons chegam à banda de condução e produzem uma corrente muito pequena. Esses materiais são os isolantes.
No segundo caso pouca energia é necessária para os elétrons atingirem a banda de condução. Isso ocorre em materiais metálicos que a temperatura ambiente é suficiente para o surgimento de uma grande quantidade de elétrons livres. Esses materiais são os condutores.
O terceiro caso é um intermediário entre os dois outros. O elétron precisa dar um pequeno salto para chegar a banda de condução. Esses materiais são chamados semicondutores.
Material Semicondutor
Existem vários tipos de semicondutores. Os dois mais conhecidos são o silício(Si) e o germânio(Ge). Ambos possuem quatro elétrons na última camada e por isso podem realizar quatro ligações covalentes com outros átomos. Existem também outros semicondutores como o Arseneto de Gálio(GaAs) e o Fosfeto de Índio(InP) que são formados por matérias trivalentes(três elétrons na última camada) e pentavalentes (cinco elétrons na última camada). Estes semicondutores são chamados intrínsecos pois se encontram em estado natural.
O silício é o material mais utilizado devido à abundância com que é encontrado na natureza (pode ser obtido a partir do quartzo encontrado na areia), e, portanto é mais barato. 

Condução nos Semicondutores
A figura abaixo mostra que um elétron ficou livre após receber energia suficiente.



Após um tempo observou-se que o íon positivo “andou” conforme mostra a figura abaixo.

O que ocorreu? Como assim “andou”, se os átomos estão presos a estrutura do material? Na verdade o que ocorreu foi que um elétron abandonou seu lugar em outro átomo e ocupou o lugar do elétron anterior formando um novo íon positivo.  
O movimento do íon positivo pode ser chamado de movimento de cargas positivas, chamadas de lacunas.  O movimento de cargas negativas, os elétrons, significa a mesma coisa  que o movimento das lacunas só que no sentido contrário.
Este fenômeno sempre ocorre quando há condução elétrica. Em um condutor, por possuir muitos elétrons livres o movimento das lacunas é desprezível. Porém o movimento das lacunas não pode ser desconsiderado nos materiais semicondutores.
Semicondutores Tipo P e Tipo N
Se forem adicionados ao cristal de silício, átomos de um material que possua cinco elétrons na última camada como por exemplo: Arsênio (As), Antimônio (Sb) e Fórforo (P). Estas impurezas irão assumir a mesma estrutura do silício e realizar quatro ligações covalentes com seus átomos vizinhos sobrando então um elétron livre. Por isso essas impurezas pentavalentes são chamadas de impurezas tipo N. Desta forma o número de elétrons livres será maior do que o número de lacunas. Como elétrons livres são cargas elétricas negativas, este semicondutor é chamado de tipo N.
Se forem acrescentados ao cristal de silício, átomos de um material que possua três elétrons na última camada como por exemplo: Alumínio(Al), Boro(B) e Gálio(Ga). Este átomo também irá assumir a mesma estrutura do cristal e realizará as ligações covalentes sobrando dessa vez uma ligação a fazer. Ao contrário do tipo N, teremos aqui um número maior de lacunas. Como o número de lacunas é maior do que o de elétrons esse semicondutor é chamado tipo P.
Este processo é chamado de dopagem, e as impurezas também são chamadas de dopantes. No caso do Arseneto de Gálio não existe uma dopagem propriamente dita. Os semicondutores tipo P são obtidos com o aumento da dose de arsênio (As) e tipo N com o aumento da dose de Gálio(Ga).

Referências Bibliográficas

·         MARQUES, Angelo Eduardo B.; CRUZ, Eduardo Cesar A.; CHOUERI JR., Salomão. Dispositivos Semicondutores: Diodos e Transistores. 12.ed. São Paulo: Érica, 2010.

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