quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Por Júlio César Pereira

Caramba, mais um ano que vai chegando ao fim e por incrível que pareça o Tendendo ao Infinito ainda está no ar, e espero que continue por mais um tempo apesar das dificuldades em estar criando novos posts e também alguns que fiquei devendo.

Quero aproveitar esse espaço para desejar a todos os seguidores do blog, divulgadores e seus familiares um Feliz Natal. Que nessa data possamos renovar nossas esperanças, nossa Fé e nos preparar para um novo ano cheio de novos desafios e presentes que está chegando. Que Deus guie seus passos, e faça com que seus sonhos se tornem realidade.  E espero que em 2014 possamos juntos aprender cada vez mais e mais nesse espaço que não é para ser só uma apresentação de conhecimento de minha parte mas de um ambiente de discussão onde possamos todos aprender uns com os outros.

Nos vemos em 2014. Eu espero com muito mais postagens interessantes e aguardo sugestões e ajudas de todos.

Grande Abraço

Júlio.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Que tal aprimorar o conhecimento com cursos gratuitos do MIT?

Por Júlio César Pereira

Pra quem está com um tempo sobrando ou quer melhorar seu conhecimento sobre um determinado assunto de sua profissão pode recorrer ao site de umas das maiores instituições de ensino do mundo, o Massachusetts Institute of Technology - M.I.T. 
Existem cursos disponíveis em várias áreas de atuação como  Arquitetura, Engenharia, Artes, Ciências Sociais, Ciências e Gerenciamento.

Como funciona?

Não é necessário cadastro para utilização do serviço. É simplesmente acessar o site, escolher o assunto de seu interesse e ter acesso a materiais utilizados nas aulas dentro do MIT e também em alguns cursos vídeo-aulas para melhor entendimento. 
Não há diplomas para esse tipo de curso. O único objetivo é disseminar conhecimento. 

É possível encontrar no próprio site materiais traduzidos para o português, mas os materiais em suas maioria  assim como as vídeo-aulas são em inglês. 

Pra começar agora é só clicar no link abaixo: 

domingo, 20 de outubro de 2013

Eletrônica

Por Júlio César Pereira
O que é Eletrônica?
É a ciência que estuda a forma de controlar a energia elétrica por meios elétricos nos quais os elétrons tem papel fundamental.
Aprofundando um pouco mais, Eletrônica é o ramo da ciência que estuda o uso de circuitos formados por componentes elétricos e eletrônicos, com  o objetivo principal de representar, armazenar, transmitir ou processar informações, além do controle de processos e servo mecanismos.
História 
Tudo começou com as primeiras observações feitas por Thales de Mileto por volta de 600 a.C.  Ele observou que o âmbar atritado a pele de um animal era capaz de atrais alguns pedaços de palha.
Praticamente 2000 anos depois Willian Gilbert descobriu que outros corpos quando atritados se comportavam como o âmbar. Gilbert então introduziu termos como “eletrizado”, “eletrização”, e “eletricidade” nomes derivados da palavra grega para âmbar: Elektron.
No século XVIII Du Fay lançou a teoria dos dois fluídos que dizia que havia dois tipos de eletricidade: a eletricidade vítrea e a eletricidade resinosa. Corpos com mesmo tipo de eletricidade se repelem e com eletricidade diferente se atraem.
No mesmo século Benjamim Franklin teorizou que havia apenas um fluido elétrico. Um material quando atritado a outro perdia parte desse fluido para o outro corpo. Quem recebia fluido ficava positivamente carregado e quem perdia fluido ficava negativamente carregado.
No século XIX ocorreram as grandes evoluções na área de eletricidade e eletromagnetismo. Os experimentos de Faraday e Maxwell na área de eletromagnetismo.  A descoberta do elétron, a invenção do telefone, as primeiras transmissões de rádio.
Curiosidade: O padre brasileiro Roberto Landell iniciou experiências com telefone sem fio na região de Campinas-SP utilizando a luz como portadora. O Padre Landell também realizou duas transmissões sem fio. Foi considerado maluco, feiticeiro e bruxo na época. Buscou apoio no governo para realização de suas experiências em navios brasileiros, mas não foi bem sucedido. Coube então ao italiano Marconi realizar as primeiras comunicações sem fio através do Atlântico.
Em 1904 é nos apresentada a Válvula de Flemming que permitiria a execução de muitas tarefas que estavam sendo descobertas na época.


A válvula era composta de duas placas e um filamento colocados dentro de uma cápsula de vidro em vácuo. O Filamento aquece a placa polarizada negativamente, catodo, gerando um fluxo de elétrons para a placa polarizada positivamente, catodo, gerando uma corrente elétrica. Invertendo a polarização das placas o fluxo de elétrons cessava. A Válvula diodo como ficou conhecida foi o primeiro dispositivo a conduzir corrente elétrica em um único sentido.
Quatro anos mais tarde, De Forest acrescentou uma placa entre o catodo e o anodo para exercer controle sobre o fluxo de elétrons criando a possibilidade de amplificação de sinais elétricos.  Surge então a válvula Triodo ou Audion. A válvula de Flemming e a válvula Triodo foram usados até meados da década de 1980.
Em 1947 Walter Brattain, John Bardeen e Willian Shockley criaram o transistor.  Eles ganharam o Prêmio Nobel em 1956.
Com a criação dos transistores começa o período da miniaturização da eletrônica. Com corpo muito menor que o de uma válvula e sem a necessidade de aquecimento para o funcionamento pleno, permitiu que os equipamentos fossem ficando cada vez menores.
Após os transistores surgem os primeiros circuitos integrados (CI) que continha um circuitos com vários componentes encapsulados dentro de um mesmo corpo.
Vieram então os primeiros microchips e os CIs programáveis (microprocessadores), que permitiram o desenvolvimento de vários equipamentos que utilizamos hoje como por exemplo, calculadoras, computadores e posteriormente os tablets e smartphones modernos.
Curiosidade: Em 1960 um microchip tinha 4 transistores.
Em 1970 um microchip de mesmo tamanho tinha 1000 transistores.
Em 2002 chegávamos à casa dos 100 milhões de transistores em um microprocessador

Em 2013 estamos na casa dos 4  bilhões (na minha pesquisa)  de transistores em um único microprocessador. Cada transistor tem 60 nanômetros. São menores que o vírus da gripe que não é visível a olho nu.

Abaixo segue imagem do primeiro microchip comercial produzido pela INTEL batizado de 4004.  Foi lançado em 1971, com capacidade de processamento de 4 bits e pouco mais de 2000 transistores. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Iluminação sem fios já é realidade.

Já imaginou a possibilidade de poder instalar pontos de luz em sua residência sem a necessidade de utilizar condutores. Cientistas alemães já estão conseguindo isso através da tecnologia denominada SUPA(Smart Universal Power Antenna- Antena Inteligente Universal de Potência). Leia o artigo no link. Iluminação sem fios já é realidade.



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Microcontroladores: Fluxogramas

Por Júlio César Pereira

Ferramenta fundamental para qualquer rotina de um programa de microcomputador. É por essa ferramenta que se pode observar como foi implementada a estratégia de solução elaborada por um programador. O fluxograma representa como o fluxo de informação será processado pelo microprocessador.

Fluxograma Simples


1- O primeiro bloco deve conter o nome do programa associado ao seu objetivo ou função.
2- Um segundo bloco deve conter as condições iniciais dos bits, registradores e posições de memória que serão utilizados no programa.
3 - Um terceiro bloco faz o processamento da informação, que pode ser a realização de movimentação de informações, operações lógicas e aritméticas e rotação. 
4- O quarto bloco determina onde será armazenada a informação processada.
5- E o último bloco deve indicar o fim do programa.

Fluxograma de programa com loop



Um programa com loop deve ter o primeiros três blocos como mostrado no fluxograma de programa simples devendo apenas no segundo bloco determinar um local na qual serão armazenadas as informações que serão processadas, um buffer. 

1- O primeiro bloco deve conter o nome do programa associado ao seu objetivo ou função.
2- Um segundo bloco deve conter as condições iniciais dos bits, registradores e posições de memória que serão utilizados no programa. Informações do buffer de memória
3 - Um terceiro bloco faz o processamento da informação, que pode ser a realização de movimentação de informações, operações lógicas e aritméticas e rotação. 
4 - O bloco que chamei de teste é um bloco de tomada de decisão. Ele testará uma condição matemática ou lógica definida no bloco anterior. Se a condição for satisfeita, será definido uma caminho de processamento, caso contrário outro caminho será seguido. 
5- O quinto bloco processará as informações que não atenderam a condição de teste do bloco anterior.
6-O sexto bloco fará o controle do loop, verificando se todas as informações foram processadas(analisadas). 
  a) Controle pela posição inicial e quantidade de elementos. Aponta-se a posição de inicio do processamento e o número de elementos. A cada processamento diminui-se a quantidade de elementos. Enquanto a quantidade de elementos for diferente de zero, desvia para o processamento. Quando o número de elementos for zero(0) o programa passa para o próximo bloco. 
    b) Controle pela posição inicial e final. Aponta-se a posição inicial e compara a cada processamento a posição seguinte do buffer com a posição final. Enquanto o endereço for diferente deve se voltar ao processamento. Quando o endereço do buffer for igual ao endereço final o programa deve ir para o bloco seguinte.
7 - O sétimo bloco determina onde será armazenada a informação processada.
8 - E o último bloco deve indicar o fim do programa.

Ficarei devendo alguns exemplos mas depois faço um post construindo alguns fluxogramas. Espero que gostem. Por favor comentem. 

Júlio César Pereira

sábado, 20 de julho de 2013

Microcontroladores: Estratégia de Elaboração de Programas

Pré-requisitos do técnico que desenvolverá o projeto: 

a. Conhecer a estrutura interna (Hardware) do dispositivo que se deseja desenvolver o projeto; 

b. Conhecer o conjunto de instruções do dispositivo.

 Viabilidade do Projeto: 

a. Obter e entender claramente as especificações do cliente. 

b. Elaborar diferentes estratégias de soluções para o projeto. Podem-se utilizar diagramas de fluxo de dados (DFD), diagramas de blocos, desenhos etc. 

c. Elaborar a viabilidade do projeto com relação ao hardware e software para verificar a possibilidade de implementação junto ao cliente. 

d. Escolher a melhor solução junto com o cliente, ou seja, aquela que utilizará o menor número de componentes e que apresenta maior velocidade de processamento.

 Implementação do Projeto: 

a. Elaborar o fluxograma do programa em Assembly 

i. fluxograma com macrodetalhamento: ideias e objetivos dentro dos blocos  

ii. fluxograma com microdetalhamento: representações simbólicas dos minemônicos dentro dos blocos. Ex: (A) <-- (B): mov A,B; 

b. Gerar programa fonte a partir do fluxograma. 

c. Compilar o programa-fonte 

d. Efetuar simulação do programa para verificar funcionamento e corrigir possíveis erros 

e. Realizar gravação da EPROM, inserção no hardware do produto e teste físico de sua funcionalidade. 

f. Efetuar emulação do programa. 

g. Realizar testes rápidos de bancada para verificação de funcionamento. 

h. Realização de testes de longa duração (confiabilidade), em condições de estresse, para homologação do produto.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Microcontroladores: Por que programar em Assembly?





Muitos alunos já me fizeram essa pergunta. Por que programar em Assembly? Será que não podemos utilizar a linguagem C? 

Existem várias linguagens de programação que podem ser utilizadas em sistemas inteligentes utilizando microcontroladores. Além do Assembly (nível baixo) citado no título várias outras podem ser utilizadas com a linguagem C (nível médio) e Basic(nível alto). A escolha de qual linguagem utilizar é muito importante e envolve conhecimentos técnicos especializados. 

Citei acima linguagens de nível baixo, nível médio e nível alto, vamos explicar cada uma delas:

Nível baixo: a principal característica de uma linguagem de nível baixo como o Assembly é a de apresentar o mesmo conjunto de instruções que aquele definido pela fabricante da família de microcontroladores com a qual se deseja desenvolver projetos. Essa característica implica em total controle sobre registradores internos, posições de memória e o principal, gera programas muito mais compactos que as outras linguagens. Então sempre que houver limitação de memória e velocidade de processamento recomenda-se a utilização de programação nível baixo, ou seja, Assembly. A desvantagem em relação as outras linguagens de programação é que o Assembly é rico em detalhes e exige dos programadores grande conhecimento sobre o hardware do dispositivo a ser programado.

Nível médio: Tem como característica a de apresentar aspectos de uma linguagem nível baixo (manipulação de bit ou byte dos registradores internos e das posições de memória), e também características de linguagem nível alto. 

Nível alto: Muito mais próxima da linguagem humana. Uma linguagem descritiva cujas instruções são palavras em inglês e que estão muito longe das instruções em Assembly. Cada instrução em linguagem de nível alto é representada por muitas instruções em linguagem de nível baixo. Esse tipo de linguagem é muito mais simples para programar porém gera programas maiores e com menor velocidade de processamento.

Portanto pelas próprias características dos microcontroladores, é muito comum a utilização do Assembly como linguagem de programação.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Microcontroladores: Pinagem Família 8051


Conforme as características apresentadas no post Microcontroladores: Família 8051, a pinagem descrita abaixo pertence ao AT89S8252.


Port P0: Port de propósito geral, caso não seja utilizada nenhuma memória externa. Caso este port seja utilizado para acessar memória externa, ele funciona como uma via multiplexada entre dados e endereços.

Port P1: Port de propósito geral para E/S. Existem oito vias na qual pode ser escrito ou lido um dado deste port. Neste port temos a saída para comunicação SPI e pinos para utilizar o timer 2 como contador.

Port P2: Port de propósito geral caso não utilize-se de memória externa. Caso utilize, este port fica com a parte mais significativa do barramento de endereços.

Port P3: Port de propósito geral de E/S. Neste port estão os pinos de função especial. Veja abaixo:


/PSEN (Program Store Enable): Quando o microcontrolador vai fazer uma busca de instrução na ROM, este pino vai a zero.

ALE(Adress Latch Enable): Este pino controla a demultiplexação dos dados/endereços do Port P0.

/EA(External Access): É o pino de comando externo, que determina se vamos usar a memória interna ou externa. Em nível baixo irá ler a memória externa e em nível alto lerá a memória interna.

RST (Reset): Reset da máquina. Ativo em nível lógico alto.

XTAL1 e XTAL2 (Cristal/Oscilador): Pinos para se ligar um cristal externo.

Vcc: Alimentação positiva.

Vss: Terra.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Microcontroladores: Família 8051

Os microcontroladores da família 8051 são amplamente usados na indústria. Entre suas várias aplicações estão os controladores de temperatura, aplicações em robótica, inteligência artificial e etc. 
Estes microcontroladores foram criados no inicio dos anos 80, quando a INTEL substituiu a antiga família 8048 pela família 8051. 
Diversos fabricantes produzem microcontroladores da família 8051 como a AMD, Atmel, Dallas, Philips, Siemens entre outros.
Além do 8051 propriamente dito existem ainda o 8031(sem ROM interna e apenas 128 bytes de RAM) o 8751 (4 Kbytes de memória EEPROM) e o 8052 cujas características serão apresentadas abaixo.

  • 8 KB de memória de programa FLASH;
  • 2 KB de memória EEPROM;
  • Faixa de operação de 4 V até 6 V;
  • Opera até 24 MHz;
  • Memória RAM de 256 Bytes;
  • 32 linhas de Entrada e Saída programáveis;
  • Três timers de 16 bits;
  • Nove fontes de interrupção;
  • Interface UART programável;
  • Interface SPI;
  • Watchdog programável;
  • Instrução direta de divisão e multiplicação
Abaixo segue um quadro comparando algumas versões da família 8051

Arquitetura 8051

Este microcontrolador apresenta arquitetura do tipo Von-Neumann, ou seja, apresenta um barramento para dados e outro para programa. A tecnologia empregada é do tipo CISC(set de instruções complexo).


terça-feira, 9 de abril de 2013

Dicas de Cursos Gratuitos

Por Júlio César Pereira

Pra quem está ai na internet sem ter o que fazer vai ai uma dica de site que possui cursos gratuitos. O site é mantido pela Fundação Bradesco e se chama Escola Virtual. O site possui cursos online e semi-presenciais em diversas áreas de atuação como informática, programação, redes, banco de dados e administração financeira. Os cursos online ficam disponíveis durante 30 dias após a matrícula. Os cursos semi-presenciais possuem lista de espera e são realizados em algumas cidades pólos indicados no próprio site. É necessário somente fazer o cadastro no site e ter um computador com internet. Para acessar o site clique aqui.
Leia também:

domingo, 31 de março de 2013

Novo Portal da Indústria :: SENAI :: Educação a distância

O SENAI oferece cursos gratuitos em diversas áreas para preparação e atualização de competências profissionais. Os Cursos são oferecidos em forma totalmente online ou livro impresso. 
Os cursos são na área de Educação Ambiental, Empreendedorismo, Legislação Trabalhista, Segurança no Trabalho, TI e Comunicação e Propriedade intelectual.
Novo Portal da Indústria :: SENAI :: Educação a distância

quinta-feira, 21 de março de 2013

Eletrização


Os primeiros registros de fenômenos elétricos foram feitos pelos gregos. Thales de Mileto(filósofo e matemático) observou que o âmbar atritado a pele de um animal atraía corpos leve como pedaços de palha.
Dois mil anos depois o médico inglês Willian Gilbert(1544-1603) constatou que vários outros corpos quando atritados a outros corpos também se comportavam como o âmbar. Gilbert introduziu os termos “eletrizado”, “eletrização” e “eletricidade”, nomes derivados da palavra grega para âmbar: elektron.
O cientista francês François Du Fay (1698-1739) através de experiências descobriu que o vidro atritado a seda atraía o âmbar. Segundo ele existiam dois tipos de eletricidade: a eletricidade vítrea e a eletricidade resinosa. Portanto corpos com mesmo tipo de eletricidade se repelem e corpos com tipo de eletricidade diferente se atraem. Essa teoria ficou conhecida como a teoria dos dois fluídos, cada corpo tinha uma porção igual desses dois fluídos.
Benjamim Franklin (1701-1790) apresentou outra teoria que dizia haver apenas um tipo de fluído. Quando dois corpos são atritados um deles perde parte de seu fluído. Essa parte é transferida ao outro corpo. Franklin dizia que o vidro que recebia o fluído elétrico ficava eletrizado positivamente e o âmbar que perdia fluído ficava eletrizado negativamente. Essa terminologia é utilizada até hoje e corresponde aos termos eletricidade vítrea e resinosa de Du Fay.
No início do século XX a teoria atômica trouxe outra perspectiva. Todos os corpos (sejam sólidos, líquidos ou gasosos) são formados por átomos*. Estes por sua vez são constituídos por partículas elementares: os prótons, os nêutrons e os elétrons. Prótons e Nêutrons formam o núcleo do átomo e os elétrons orbitam esse núcleo.
Os prótons e elétrons por sua vez apresentam propriedades elétricas e a essas propriedades associamos uma grandeza fundamental que denominamos carga elétrica.
Carga Elétrica é a grandeza física que determina a intensidade das interações eletromagnéticas. Sua unidade no SI é 1 Coulomb (C ).  1 Coulomb corresponde a 6,25 x 1018 elétrons em excesso positiva ou negativamente em um corpo.
Até hoje nunca foi observado  um corpo que possua carga menor que a do elétron. Só foram observados corpos com cargas que são múltiplos inteiros de ℮. Por isso dizemos que a carga elétrica é quantizada, isto é, existe em quanta( quantum em grego significa pedaço).

Q=n.e,  n= ±1,±2,±3...
e= 1,6x10-19 C.


Leia também: Eletromagnetismo

sábado, 2 de março de 2013

Diferença entre Microprocessador e Microcontrolador.

Por Júlio César Pereira


Microprocessador(µP) é o cérebro do computador. Fisicamente um dispositivo semicondutor (CI) constituído por milhões de transistores que implementam uma variedade de circuitos (registradores, máquinas sequenciais, circuitos lógicos, etc.).  Ele é responsável pela busca de um programa na memória e por sua execução.

Microcontrolador(µC) é um dispositivo semicondutor em forma de CI. Integra todas as partes básicas de um microcomputador; CPU, memórias não voláteis (ROM, PROM), memórias voláteis (RAM, SRAM), portas de entrada e saída (comunicação paralela ou serial). É um microcomputador implementado em um CI.
 Fonte Imagens:http://microcontrolador-pic.blogspot.com.br/2010/11/diferenca-entre-microcontrolador-e.html

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Eletromagnetismo



Os antigos gregos sabiam que um pedaço de âmbar friccionado atraia fragmentos de palha. Os gregos também sabiam que certas pedras, que sabemos ser as magnetitas, eram capazes de atrair o ferro. As duas ciências foram estudadas separadamente até 1820 quando Oersted descobriu uma conexão entre elas: uma corrente elétrica percorrendo um fio, ocasionava a deflexão da agulha de uma bússola.

A nova ciência, o eletromagnetismo foi desenvolvida por vários pesquisadores, um dos mais importantes foi Faraday, que era físico experimental. Suas anotações sobre os experimentos não continham uma única equação. Na metade do século XIX, Maxwell estabeleceu às bases teóricas do eletromagnetismo dando formas matemáticas as ideias de Faraday e introduzindo muitas ideias próprias. Surgiram então as equações de Maxwell que podem ser vistas no quadro abaixo. As equações serão individualmente apresentadas em futuras postagens.

Leia também: Eletrização

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Novas tendências - Manutenção de Tablets e Smartphones

Por Júlio César Pereira

Com a invenção e popularização dos tablets e smartphones novas profissões têm surgido. Há algum tempo músicos vem sendo contratados para criação de trilhas musicais para jogos de vídeo game por exemplo e até mesmo ringtones e músicas para celular. Hoje programadores trabalham na criação de uma infinidade de aplicativos para utilização nestes dispositivos. 

Com a previsão de queda nos preços a mobilização do governo federal para trazer os grandes fabricantes ao Brasil haverá com certeza um aumento na venda de tablets. A Foxconn, empresa Taiwanesa situada em Jundiaí já possui autorização para fabricação do IPhone 5 e do IPad 4 e IPad-mini.

Com o aumento no número de equipamentos serão necessários técnicos preparados para realização de manutenção dos mesmos quando necessário. Um bom mercado se abrindo. Já existem cursos nessa área, com duração média de três dias que ensinam o aluno a desmontar, consertar e configurar os aparelhos. Quem tiver interesse na área é só pesquisar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Havaianas, Mania Nacional


Mania nacional ou quem sabe até mesmo internacional. “Não soltam as tiras e não têm cheiro”, atualmente “todo mundo usa”, são os slogans dessa hoje mundialmente famosa marca de sandálias, as Havaianas. Havaianas é uma empresa do grupo Alpargatas detentora de marcas como Topper e Rainha. As sandálias já foram consideradas item de cesta básica nos anos 80, hoje estão nas prateleiras de lojas conceituadas no Brasil e no mundo. Um produto que o brasileiro paga em média R$10,00 é vendido por R$500,00 em lojas de Nova Iorque e Paris por exemplo. As sandálias Havaianas estão nos pés dos menos afortunados até a chamada “elite” da sociedade.

A empresa possuía apenas um modelo de sandália e apenas 4 cores até 1994 e foi criada para atender a classe trabalhadora brasileira tendo seu pico de vendas em 1988 com a venda de 88 milhões de pares. Essa grande popularidade acabou gerando uma grande queda de rentabilidade levando o produto ao nível de commodity. Devido a isso a empresa começou a desenvolver novos modelos de sandálias, novas cores e também uma nova forma de apresentação com embalagens mais modernas.

Hoje a empresa conta com mais de 60 modelos de sandálias em 60 variações de cores, utilizadas por artistas famosos nacionais e internacionais, modelos, socialites. Vendidas em mercados e em boutiques.

A partir desse momento o foco do marketing saiu das características do produto e passou a mostrar quem usa esse produto. As campanhas sejam elas em revistas ou comerciais de TV mostram que ela pode ser usada por todo tipo de público desde a pessoa mais pobre, um sem-terra em reportagem na tv até o seu artista, atleta favorito. Um exemplo de ação que foi feita para internacionalizar a marca é que desde 2003 todos os concorrentes do Oscar, maior premiação do cinema internacional recebem um par de sandálias Havaianas. No Brasil grandes personalidades fazem comerciais mostrando como usam as sandálias no seu dia a dia. Com essa mudança de visão as sandálias passaram de commodity a um acessório desejado e usado por todos.